No dia 20 de setembro de 1835, tropas farroupilhas marcham sobre Porto Alegre, tomando o poder da cidade. No dia seguinte Bento Gonçalves, líder do levante, entrou triunfante na capital. Bento deu posse ao vice-presidente da província, Marciano Ribeiro, e acalmou a população declarando: "Em nossas mãos, a oliveira substitui a espada".
Alguns dias depois praticamente todo o estado estava em mãos farroupilhas. Somente as cidades de Rio Pardo, São Gabriel e Rio Grande ficaram em poder do Império.
No dia 15 de julho de 1836, os imperialistas reconquistaram Porto Alegre. Bento Gonçalves, líder dos farrapos, tentou a reconquista da capital mas foi frustrado após três horas de luta. A perda de Porto Alegre foi uma derrota decisiva, pois a capital nunca seria reconquistada pelos revolucionários.
Em 9 de setembro de 1836, ocorreu a primeira grande batalha. Antônio de Souza Netto, a figura mais respeitada das forças farroupilhas depois de Bento Gonçalves, venceu as tropas imperiais na Batalha do Seival.
A vitória foi tão entusiasmante, que Netto, instigado pelos republicanos radicais, proclamou a República Rio-Grandense. A decisão emancipava o estado gaúcho do restante do Brasil. A medida deu novos rumos ao levante, configurando o caráter revolucionário do movimento farroupilha.
"Camaradas! Nós, que compomos a Primeira Brigada do exército liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência dessa província, a qual fica desligada das demais do Império e forma um Estado livre e independente, com o título de República Rio-Grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará oportunamente. Camaradas! Gritemos pela primeira vez:
Viva a República Rio-Grandense! Viva a independência! Viva o exército republicano rio-grandense!"
Discurso de Antônio de Souza Netto ao proclamar a República Rio-grandense.
Era apenas o inicio de uma guerra que só acabaria em 1845.
Por: Diones Franchi
Jornalista e Mestre em História

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